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Saber SUS: Recomendações de guias de prática clínica de alta qualidade metodológica para o cuidado de doenças crônicas: adaptação ao contexto do SUS e disseminação de informação confiável

O Governo do Estado de São Paulo, por intermédio da FAPESP, em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, o Ministério da Saúde (MS) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) anunciaram o resultado da chamada de propostas para o Programa de Pesquisa para o SUS: Gestão Compartilhada em Saúde – PPSUS lançada em dezembro de 2018. Foram selecionadas 15 propostas, dentre as propostas aprovadas, o Projeto Chronide/DCNT- APS, idealizado e coordenado pela Professora Dra. Daniela Oliveira de Melo , pesquisadora e docente na Universidade Federal de São Paulo.

Fonte: http://www.fapesp.br/13132

Retirado de https://www.chronide.org/projetos.

O que é uma diretriz clínica e para que serve?

São documentos que contêm recomendações para otimizar o cuidado em saúde oferecido aos pacientes, formuladas a partir de uma revisão sistemática das evidências e análise de riscos e benefícios das intervenções para cada condição clínica de saúde, além de outros fatores associados ao contexto local.

Destacamos aqui alguns dos importantes objetivos das diretrizes clínicas:
a) tornar as decisões clínica mais objetivas diminuindo a variabilidade clínica;
b) educar pacientes e profissionais sobre a melhor prática atualizada;
c) melhorar a relação custo-efetividade dos cuidados em saúde.

Qual a diferença entre diretriz clínica e protocolo clínico?

Dependendo do país no qual o documento é produzido, ele pode ser chamado de distintas maneiras. Em inglês, o termo usado é clinical practice guidelines. Em países de língua espanhola, as diretrizes clínicas são também conhecidas como Guias de Prática Clínica (GPC) ou guidelines. Em Portugal, diretrizes clínicas recebem a denominação Normas de Orientação Clínica (NOC). No Brasil, ouvimos os termos Diretrizes Clínica e Guias de Prática Clínica.

Cabe salientar, entretanto, que Diretrizes Clínicas não são sinônimos de Protocolos Clínicos. As Diretrizes Clínicas fazem recomendações, não são impositivas, preservam a autonomia na tomada de decisão. Já os Protocolos Clínicos podem ter estrutura semelhante às DC mas tem característica normativa.

Repositórios de Diretrizes Clínicas
Gerais

ECRI - https://guidelines.ecri.org/
AiCPG - https://aicpg.org/
Guideline central - https://www.guidelinecentral.com/
CPG Infobase - https://joulecma.ca/cpg/homepage
G-I-N - https://g-i-n.net/

Sites de agências reconhecidas por manter programa de desenvolvimento de guidelines, sites de países que tem produzido esses documentos (varia ao longo do tempo) e de sociedades profissionais - seguem alguns exemplos:

Australian Clinical Practice Guidelines (clinicalguidelines.gov.au)
Ministério da Saúde do Brasil (conitec.gov.br/index.php/protocolos-e-diretrizes#A)
Canadian Agency for Drugsand Technologies in Health (cadth.ca)
Canadian Medical Association (cma.ca)
Ministério da Saúde do Chile (bibliotecaminsal.cl/guias-clinicas-auge/)
Ministério da Saúde da Colômbia (gpc.minsalud.gov.co/gpc/SitePages/default_gpc.aspx)
Institute for Clinical Systems Improvement (icsi.org)
Portal Guía Salud (guiasalud.es)
Scottish Intercollegiate Guidelines Network (sign.ac.uk)
National Institute for Health and Care Excellence (nice.org.uk).

Como avaliar a qualidade metodológica das diretrizes clínicas?

A qualidade de uma diretriz clínica é avaliada segundo o relato do seu processo de elaboração. Para que possa ser verificado se o processo de elaboração de uma diretriz clínica foi criterioso e transparente existem diversos instrumentos validados, sendo que o mais usado atualmente é o AGREE II.

Esse Instrumento é composto por 23 itens subdivididos em 6 domínios: escopo e finalidade (domínio 1), envolvimento das partes interessadas (domínio 2), rigor de desenvolvimento (domínio 3), clareza de apresentação (domínio 4), aplicabilidade (domínio 5) e independência editorial (domínio 6).

Avaliando recomendações de diretrizes clínicas

Notas altas em uma avaliação empregando o instrumento AGREE II, isso não garante recomendações confiáveis e aplicáveis - não é possível assegurar a credibilidade e implementabilidade das recomendações pela análise do relato do processo de elaboração da diretriz clínica. Tampouco existe garantia para afirmar que uma diretriz de menor qualidade metodológica não possua recomendações confiáveis e implementáveis. Ou seja, um escore alto no AGREE II não prediz recomendações com acurácia e implementáveis em diferentes contextos.

Para suprir essa lacuna do conhecimento, a colaboração AGREE desenvolveu um complemento para o AGREE II, baseado em evidências, denominado Appraisal of Guideline for Research and Evaluation - Recomendations Excellence (AGREE-REX).

O AGREE-REX
- possibilita a avaliação crítica das recomendações pelos desenvolvedores de diretrizes e usuários, verificando se as recomendações são aplicáveis de acordo com o contexto.
- considera que para uma recomendação apresentar qualidade e ser confiável, deve contemplar valores dos desenvolvedores das diretrizes clínicas e formuladores de políticas, além das preferências dos pacientes.

Referência: https://jamanetwork.com/journals/jamanetworkopen/fullarticle/2766238

E-mail

Entrar em contato através do e-mail: exemplo@dominio.com

Esse projeto foi financiado pela FAPESP (2019/03883-7), realizado em parceria entre grupo de pesquisa Chronide, Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo

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